"Penacova é luz e penedia, com o que quer que seja de pirenaico, trazido às proporções da ternura e rusticidade portuguesa"

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sábado, 2 de Abril de 2011

A vez das nossas maravilhas


À candidatura de Penacova às 7 Maravilhas Naturais de Portugal, junta-se agora a candidatura, de algumas das nossas iguarias, às 7 Maravilhas Gastronómicas de Portugal.
Se na primeira não tivemos a sorte de vermos algumas das nossas maravilhas naturais contempladas, na segunda quem sabe se não conseguimos deliciar o júri com as nossas Nevadas, os nossos Pastéis do Lorvão, os nossos Peixinhos do Rio ou na nossa Lampreia.
Esta candidatura representa mais uma tentativa que o executivo de Humberto Oliveira está a fazer no sentido de tornar Penacova num destino turístico por excelência. De facto, é indesmentível que, nos últimos meses, o nosso concelho tem conhecido um esforço, até aqui pouco habitual, na divulgação dos seus produtos endógenos.
A visibilidade que damos e pretendemos dar àquilo que nos distingue de todos os outros é fundamental para nos destacarmos de entre os demais. Chega de vivermos a olhar para a riqueza dos outros. Neste momento o que importa é mostrarmos que conseguimos desenvolver positivamente aquilo que temos e que faz parte da nossa cultura. No fundo é fazer aquilo que todos fazem com aquilo que é seu. Reabilitar as tradições para delas tirarmos o proveito necessário é uma atitude, não só sensata, como também proveitosa. Se por um lado vamos ao encontro da originalidade das nossas gentes, por outro abrimos uma janela de oportunidade a setores que, até há uns anos, julgávamos que não sobreviriam à invasão hegemónica do fast-food.
É certo que os nossos jovens não estarão tão sensibilizados, quando eventualmente poderiam, e deveriam, para a importância da nossa gastronomia. Esse desconhecimento leva a que, invariavelmente, a sua opção recaia por aquilo que melhor se adequa ao seu ritmo de vida diário. De todo o modo, não é de desprezar a introdução das nossas receitas nos seus hábitos alimentares, seja através da promoção dos mesmos nas escolas ou nos locais de diversão e consumo onde habitualmente se encontram. Essa será aliás, uma das estratégias de divulgação possíveis.
Para já importa referir toda a dinâmica existente à volta da promoção daqueles que são os nossos embaixadores da gastronomia. Os produtos com os quais pretendemos contar para arrebatar os apetites de quem nos visita e de quem com eles se pretende estabelecer no sector da restauração.
Este envolvimento necessário de toda a sociedade, na divulgação daquilo nos identifica e distingue, como parte integrante de uma riquíssima região que se pretende manter dinâmica e atrativa, acaba por ser essencial na divulgação de uma parte do país que, tal como muitas outras, todos os dias luta para se manter na vanguarda da oferta turística, defendendo de forma intransigente, a excelência dos seus produtos.

sábado, 19 de Março de 2011

Amigos do Vale do Mondego


Em Novembro do passado ano, alertei aqui para a necessidade serem tomadas medidas que visassem proteger o Mondego da construção de mais obstáculos à sua normal progressão. No caso concreto, referia-me à projectada construção de uma mini-hídrica na zona do Caneiro.
Nos 4 meses que se seguiram a esse alerta, muitas foram as posições tomadas pelos mais variados sectores da sociedade. Desde posições públicas protagonizadas pela quase totalidade dos agentes políticos com representação concelhia, até às empresas que do Mondego tiram parte dos seus lucros, passando pelas associações. Todos se levantaram contra a possibilidade vir a ser construída uma infra-estrutura com a dimensão da que se encontra projectada, tanto mais que se trata de uma zona do rio ainda considerada como quase livre da intervenção do ser humano e, por isso mesmo, digna de ser preservada e acarinhada.
Na passada semana, foi criado um movimento cívico designado por “Plataforma Mondego Vivo”. Constituída por 25 entidades e por um grupo de cidadãos representados pela União Popular da Rebordosa, tem como objectivo principal “manter o Mondego livre, sem obstáculos artificiais ou mini-hídricas entre Penacova e Coimbra”
Para além do objectivo empresarial com que alguns dos protagonistas do Movimento se movem, afectados que serão com o fim da possibilidade de continuarem a desenvolver a sua actividade no Mondego, durante o Verão, outros há que apenas pretendem preservar a sua beleza e diversidade, para assim as transmitirem aos seus descendentes, e a quem nos visita, e assim poderem demonstrar-lhes que ainda é possível impedir o avanço de um hipotético progresso, delineado nos gabinetes de quem, provavelmente, nunca teve o privilégio de poder usufruir da vantagem de viver junto a um curso de água com a importância e a dimensão do Mondego.
Perante todo este envolvimento da sociedade civil, e não só, à volta de um assunto que a todos respeita, vejo com agrado o compromisso assumido na defesa de um património comum, cuja preservação só nos trará benefícios. Tranquiliza-me o facto de saber que o Mondego pode contar com a população que sempre dele usufruiu, para o proteger dos avanços, tantas vezes insensatos, que o homem, no seu desejo colocar a natureza ao seu serviço, tenta levar por diante.
Já não me agrada tanto, que os principais protagonistas desse Movimento, aqueles cuja indignação melhor se faz notar, são os que mais lucros obtêm com a exploração dos recursos do Mondego e, quiçá, aqueles que menos proveito trazem ao concelho de Penacova. Contudo, é de louvar a habilidade com que souberam colocar do seu lado, todos aqueles que se sentem moralmente obrigados a participarem com eles nesta luta pela preservação do maior rio exclusivamente português.
Desejo sinceramente que o Mondego vença esta batalha, que certamente não será a única. Espero que todo o esforço encetado pelos mais indignados, surta o efeito desejado e que os futuros lucros dessas empresas, sejam mais bem aplicados no concelho onde são obtidos, se possível pelas autarquias responsáveis pela gestão das actividades empresariais nele desenvolvidas, e sempre em prol das suas populações.
Para constar, registe-se a criação de um grupo do facebook, denominado "Amigos do Vale do Mondego", ao qual, todos os que se identificam com esta causa, podem aderir por forma a criar um espaço que contribua para a discussão, divulgação e promoção das belezas de tão magnífico rio e, fundamentalmente, para a sua preservação.

quarta-feira, 16 de Março de 2011

Novo site da Junta de Freguesia de Carvalho


A Junta de Freguesia de Carvalho tem um novo site. Está de Parabéns por isso! Já estava na hora... Mas não pode ser só o site. Não podemos ficar só pela imagem, pelas palavras, pelos debates... Continuem com o Trabalho, Bom trabalho. A freguesia de Carvalho tem sido sempre muito esquecida pelo Concelho, e não só!
Não levem isto como uma crítica, mas como um desabafo. Apesar de nascer primeiro o Sol deste lado, todos nos apelidam de "trás da serra"... porque sempre fomos vistos como os mais pacatos, mais simples, mais escondidos pelos pinheiros mansos da bonita serra do Bussaco, que agora os madeireiros destroem e massacram sem respeito pelas árvores que ainda estão e merecem estar vivas, como cedros, azevinhos... Árvores que sendo respeitadas quase que reflorestavam novamente a Serra.
Sou do tempo em que alguém ter a Profissão de Madeireiro, além de ganhar dinheiro para sustento, era Respeitar a Natureza!
Não sou velha, nem antiquada! Tenho 30 anos. Cresci na Serra, a apanhar lenha, feto, flores, a brincar nos moinhos da Portela de Oliveira. A guardar ovelhas e cabras com as minhas Avós e a apanhar o autocarro para Penacova, no Cruzamento da Portela da Oliveira, às 6 da manhã. Andava-se a pé e falava-se com as mulheres que cortavam as acácias e ganhavam o salário que o Estado lhes pagava.
Gostava que os meus filhos tivessem a sorte que eu tive. De ver a Natureza e de poder aprender a Respeitá-la.
Hoje, faço o mesmo trajecto todos os dias, desta vez de carro, já não tenho tempo para olhar para o chão para ver os bichos do pinheiro a fazer carreirinhas pelo alcatrão, mas sinto os balanços do carro quando o pneu cai num buraco feito pelos madeireiros.
Sou conterrânea. Tenho muito gosto em pertencer a Carvalho. Terra onde viveu o famoso Marquês de Pombal. Mas a nossa Terra tem tanto para explorar. Sou apologista de que as nossa ribeiras devem estar limpas, as nossas pontes à mostra (temos uma ponte estilo romana no pontão de Gondelim). A Portela de Oliveira deveria ser um Cruzamento respeitado, as povoações necessitam de sinalização, passadeiras, bermas. Temos escolas fechadas sem uso nenhum (ex.: escola da Mata, está fechada, quando podia servir para sede de uma associação, etc...).
A Batalha do Bussaco começou em Gondelim, antes chamado Vila Verde, passou por Santo António do Cântaro, onde também pernoitou uma das frentes (coisas que pouca gente sabe). Isto deveria estar sinalizado. Afinal de contas, a Batalha do Bussaco passou-se toda nos Concelhos de Penacova e Mortágua. Não houve um único tiro documentado na Mealhada e esta é que ficou com os louros!
Existia uma aldeia ao lado de Sto. António do Cântaro que só tinha uma casa, que era o Sobral. Onde está o Registo? Quem se lembra? Quem se vai lembrar, um dia, da Ouraça? E de Caldures, apelidada da Ilha dos Cucos? Pois é, sou apologista de registarmos a História Presente para não fazermos parte do Passado!
Votos de Confiança e Cumprimentos ao Presidente da Junta e a todos os que dela fazem parte.

Por Sónia Baptista

terça-feira, 15 de Março de 2011

Pedalando ao redor de Coimbra*


Dou início, com este trajecto, a uma série de reportagens nas quais irei dar a conhecer os locais onde eu costumo pedalar nesta zona do país, isto é, ao redor da cidade de Coimbra, onde resido. A reportagem, já tem algum tempo, foi feita no Verão, como é possível constatar no decorrer da sua leitura.
O trajecto Coimbra – Penacova – Coimbra pela estrada do Rio Mondego pode ser considerado dos mais belos itinerários paisagísticos da zona de Coimbra.
Outrora muito movimentada, constituía a via privilegiada para quem, saído de Coimbra ou de passagem se dirigia a Penacova, Santa Comba Dão e Viseu, hoje caída em desuso pela alternativa IP3 que sai de Coimbra mais a norte, é considerada uma estrada verde e muito frequentada por ciclistas no seu treino diário e apressado aproveitando a recente requalificação do asfalto ou por simples cicloturistas, que de bicicleta de estrada ou de btt, vão como o Rio, de remanço a aproveitar a paisagem que nunca cansa e em cada curva do Rio ou em cada hora do dia descobrem novos ângulos e cores nos panoramas próximos ou mais longínquos.
É esta via um dos meus quintais preferidos de treino ou simples relaxe.
Chegados à rotunda que dá acesso à famosa Estrada da Beira, as pontes metálicas, são o testemunho de como se atravessava o Mondego e dirigia-se para a Serra da Estrela e Guarda.
A saída de Coimbra é feita sob o túnel da linha da Lousã. É um marco simbólico. Para lá, o reboliço da cidade, dos automóveis, barulhos, fumos e vias rápidas, para cá a calma bucólica e silenciosa de sítios, aldeias, montes que parecem perdidos no tempo.
É a fronteira física e psicológica que nos faz imaginar perdidos numa máquina que nos faz transportar a uma qualquer realidade virtual ou universo paralelo, daqueles que só acontecem nos sonhos.
Depois, começa a viagem pelo paraíso. A paisagem engana-nos, mas de facto estamos apenas a 500m da Cidade de Coimbra e, não fosse a ponte metálica da ferrovia, diríamos que estávamos perdidos no meio de um vale nos confins recônditos do Portugal profundo .
Apesar de ter privilegiado o percurso por asfalto, é de salientar que desta estrada partem inúmeras paredes que vencem desníveis de 300 a 400m e que são o paraíso dos bettistas trepadores. É o nosso quintal de treino para as maratonas declivosas….a dois passos da cidade.
À beira da estrada algumas fontes incluídas no programa de requalificação reconfortam os peregrinos que do interior, se dirige para Fátima ou o simples passeante sedento .
Na margem oposta surgem aqui e ali algumas aldeias alcantiladas nas encostas abruptas, tão perto e tão longe da civilização .
Os sucessivos pontos de vista de grande riqueza pictórica e paisagistica surgem-nos a cada curva do
As curvas e contracurvas da estrada, agora feitas a grande velocidade graças à pista criada com o novo asfalto, parecem os releves de uma montanha russa permitindo soltar adrenalina.
Nem só da bicicleta vive o percurso em termos de actividades desportivas. O Rio é um local privilegiado para a prática da canoagem e kaiak. Uma descida do Rio de Penacova a Coimbra é das actividades de aventura mais divertidas aqui da zona e um must quase obrigatório para a população da área. Inúmeras empresas operam na região e por vezes vêm-se pelotões de centenas de embarcações a descer o Rio, algumas vezes empurradas pelas descargas pontuais das barragens a montante.
O vai vem do transporte destas embarcações é praticamente o único tráfego automóvel da estrada.
A meio caminho entre Coimbra e Penacova surge-nos uma fonte do sec XIX também requalificada que constitui um belo cenário para acentuar a famosa fotogenia da Celeste, que se empoleira num balcão para se ver melhor.
De seguida surge-nos uma das poucas aldeias do caminho. A Foz do Caneiro, também empoleirada nas encostas abruptas e que permitem, lá de cima visualizar mais ao longe.
Em vez de continuarmos pela estrada, subimos à aldeia na qual a arquitectura de cariz vernáculo e popular ainda é visível em alguns elementos estruturais básicos preservados no tempo mas ameaçados pelo progresso.
Depois de ultrapassada a aldeia, sucedem-se de novo as curvas do caminho e com elas novos ângulos com a mesma qualidade de vistas que vai-se repetindo sem nunca se repetir a mesma paisagem.
Esta primeira parte reporta-se ao percurso Coimbra – Foz do caneiro com cerca de 10km de extensão. Numa segunda reportagem colocarei aqui o resto do percurso de ligação a Penacova com a extensão de outros 10km.espero que tenham ficado com uma ideia da sorte que o pessoal da zona possui com uma maravilha de trajecto destes….para treinar no duro.

*Originalmente publicado aqui

domingo, 27 de Fevereiro de 2011

Em defesa da Lampreia


O VIII Capítulo da Confraria realizou-se no novíssimo Centro Cultural. Um espaço agradável, tanto nas dimensões, como na luminosidade, à primeira vista bem apetrechado e funcional, aparentemente adequado às nossas necessidades.
Quando entramos, podemos, desde logo, acompanhar a exposição sobre o Centenário da República e, noutra sala, apreciar a exposição de algumas das fotos do fotógrafo Luís Menezes, captadas aqui e ali, durante as suas viagens.
Os sete convidados a confrades, reconhecidos pelo seu contributo para com Penacova, foram entronizados de acordo com o cerimonial próprio da instituição, comprometendo-se de seguida com as intenções da Confraria, na defesa da espécie à qual prestam homenagem.
Foi uma cerimónia em que a Confraria da Lampreia procurou reforçar o seu papel como defensora intransigente dos interesses de tão ameaçada espécie, hoje confrontada com a iminência da construção um novo obstáculo no rio Mondego, que muito poderá contribuir para o seu desaparecimento, e ao qual obviamente não poderá ficar indiferente. De todo o modo, quero acreditar que a presença de tão ilustres cidadãos, a sua disponibilidade para aceitarem fazer parte de tão nobre instituição, só poderá contribuir para minimizar os nefastos efeitos de tão invasiva intervenção, no já mais que fragilizado ecossistema do rio Mondego.

domingo, 20 de Fevereiro de 2011

Recordar a confecção da Lampreia à moda de Penacova ("Gostos e Sabores" 2009)



É um programa sobre gastronomia onde se fazem e ensinam receitas das cozinhas portuguesa e internacional, tendo sempre um convidado que expõe os seus dotes e gostos culinários. Este que vos apresento, realizou-se em 2009, coincidiu com o último ano daquele que se chamou "Fim-de-Semana da Lampreia" e com o último mandato de Maurício Marques como Presidente do Município de Penacova e foi filmado no Cadeiral do Coro do Mosteiro do Lorvão, o maior de todos os existentes em Portugal
À semelhança dos outros programas, também este foi conduzido pelo chefe Hélio Loureiro, o qual contou, como convidado, com a presença do biólogo penacovense, Carlos Fonseca, que o coadjuvou na preparação e confecção da Lampreia, Rainha da gastronomia de Penacova onde, por esta altura, decorre o "II Festival da Lampreia", promovido pela autarquia de Penacova e tendo como colaboradores, todos os restaurante de Penacova que se consideram suficientemente capazes de confeccionar tal iguaria.
Este ano, à semelhança do que aconteceu no ano transacto, o festival «vai decorrer nos moldes habituais», em 12 restaurantes do concelho, sendo reeditada a iniciativa “Festival Solidário” que, desta feita, vai contribuir para o projecto do Centro Ocupacional da APPACDM de Figueira de Lorvão, como bem disse o nosso presidente Humberto Oliveira ao Diário de Coimbra.
Para aqueles que, mesmo estando longe, mas ainda assim, têm possibilidade de obter um ou mais espécimes daquele famoso ciclóstomo, sempre poderão acompanhar as dicas dadas pelo mestre Hélio Loureiro para o confeccionar e dessa forma, matar um pouco das saudades da sua terra natal.
Para o ver na totalidade, e assim ficar com o apetite aberto para degustar esta famosa iguaria do nosso concelho, basta seguir a hiperligação ou simplesmente clicar na imagem.

quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

Turismo do Centro lança "Rota Nacional da Lampreia"

 

Penacova, Montemor-o-Velho, Murtosa e Sever do Vouga uniram-se, com o patrocínio do Turismo do Centro, para realizarem o Festival da Lampreia, um certame que pretende dar escala aos eventos locais, potenciando o sector do turismo e da restauração.
Assim, dando cumprimento a esta filosofia, as realizações locais, que eram levadas a cabo de forma autónoma, cumprem um calendário que permite ao visitante estar “ocupado”, por assim dizer, desde 25 de Fevereiro a 10 de Abril.
A apresentação do festival decorreu ontem em Ribeira de Pardelhas, no concelho da Murtosa, onde o presidente da entidade de Turismo do Centro disse que se trata de «acrescentar mais valor a iniciativas que isoladas geram riqueza, mas em conjunto poderão gerar ainda mais».
Pedro Machado explicou que, com a adesão de cerca de 50 restaurantes, «conseguimos uma calendarização que permite aos visitantes degustarem a lampreia desde o próximo dia 25, em Penacova, até 10 de Abril, em Montemor-o-Velho». A ajudar à captação de turistas, o Turismo do Centro vai sortear várias estadias de fim-de-semana em unidades hoteleiras que patrocinam o festival, nomeadamente o Eurosol (Estarreja), Moliceiro (Aveiro), Vila Galé (Coimbra), Mercure (Figueira da Foz), Mira Villas (Mira) e Marialva Park Hotel (Cantanhede).
O Festival da Lampreia, este ano sem a participação do concelho da Figueira da Foz, junta as iniciativas que já vinham sendo dinamizadas pelas autarquias de Penacova, Montemor-o-Velho, Sever do Vouga e Murtosa, que acrescenta, no dia 9 de Abril, a IV Festa do Sável e da Lampreia.
O presidente da Câmara Municipal de Penacova, município onde se inicia o festival, de 25 a 27 de deste mês, destacou que se trata de um «projecto transversal» aos diferentes municípios, defendendo que se trata de uma forma de «turismo fácil», no sentido em que «quando há boa gastronomia, todos nós fazermos uns quilómetros para ir comer».
Humberto Oliveira explicou que o evento, em Penacova, «vai decorrer nos moldes habituais», em 12 restaurantes do concelho, sendo reeditada a iniciativa “Festival Solidário” que, desta feita, vai contribuir para o projecto do Centro Ocupacional da APPACDMN de Figueira de Lorvão.
Simultaneamente, no sábado, dia 26, tem lugar o VIII Capítulo da Confraria da Lampreia de Penacova, que o autarca considera ser «o nosso parceiro privilegiado».
Humberto Oliveira sustenta, também, que, «em termos regionais, a lampreia está consolidada», defendendo que «temos de alargar horizontes».

Rota Nacional da Lampreia
Nem de propósito, Pedro Machado anunciou estar em marcha a criação de uma Rota Nacional da Lampreia, tendo como parceiros as entidades de turismo do Porto e Norte de Portugal e de Lisboa e Vale do Tejo.
A ideia é «criar as condições para que assuma uma dimensão nacional», referiu, sustentando ainda que o passo seguinte será a internacionalização, nomeadamente para Espanha.
Exemplo deste esforço é a ligação conseguida com a província espanhola de Castilla y Leon no âmbito da enogastronomia, representando um mercado potencial de cinco milhões de consumidores.
Pedro Machado frisou que se trata de uma ampla região, desde Irun, no País Basco, à Costa Nova, em Ílhavo, onde pode ser criada «uma cadeia de valor», defendendo também que «a nossa acção não passa apenas pela promoção, mas também pela captação de riqueza», razão pela qual aludiu à participação na Bolsa de Turismo de Lisboa, que se realiza de 23 a 27 de Fevereiro, onde, pela primeira vez, o Turismo do Centro proporciona a presença a 10 empresas, com as respectivas mesas de negócio.

terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

O Mondego , Penacova e o Dão


O Mondego corre ainda e é verão
Nos mesmos verdes
Nas mesmas encostas pedregosas
Descendo a serra devagar
E indo ao enterro de todos os beirões
Que se foram daqui.

Na estrada de Penacova
As fontes secaram
Ficaram todas as curvas perigosas
Com menos gelo
Nas chaminés a fumaça
Ainda é de pão

Vou subindo para Mangualde
Mudo de rio no mesmo chão
O Mondego é mais romântico
Em Coimbra ele é mais culto
Mas menos ligeiro e saudoso
Que o nosso pequeno Dão. 

Por Francisco António Amaral                                                                                             

sábado, 12 de Fevereiro de 2011

A partir de hoje


Hoje vão ser inaugurados a biblioteca municipal e o centro cultura de Penacova. Espero que ambos tenham longa vida ao serviço das gentes deste grande concelho.
Com estes dois equipamentos, espero sinceramente, que o conhecimento assuma um papel preponderante no nosso quotidiano, mostrando-nos que existe mais cultura para além da nossa própria cultura.
As expectativas que irão ser geradas à volta de tão importante acontecimento serão proporcionais à urgência com que é encarada a possibilidade de  ter, tão perto de nós, uma sala com capacidade para acolher um sem número de iniciativas, que certamente muito irão contribuir para diversificar a oferta cultural do concelho.
Hoje, o dia será de discursos e apresentações, de sorrisos e dedicações. Pelo meio usarão da palavra, aqueles que idealizaram e contribuíram para esta nova realidade e os outros que por maioria de razão terão que o fazer. Serão ditas as mais belas e esperançosas palavras, adequadas à solenidade com que se pretenderá marcar cada momento.
Quero desde já felicitar todos aqueles que, de uma forma ou de outra, tornaram a obra possível. Todos eles estarão concerteza orgulhosos de a verem concretizada, sabendo dos benefícios que a sua existência poderá trazer para a sociedade, assim ela queira e possa explorá-los. A partir de hoje, ficarão para sempre ligados à história desta vila de Penacova a qual, apesar de bastante rica, deverá enriquecer ainda mais, tornando-se num exemplo de vitalidade e empreendorismo.

quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

O I encontro de bloguistas, a abstenção e a Democracia

          Dois acontecimentos recentes impuseram-me uma reflexão sobre os novos tempos em que vivemos e sobre o sistema que nos organiza enquanto comunidade política.
          Foram esses acontecimentos o encontro de bloguistas do Concelho de Penacova e a elevada abstenção verificada nas recentes eleições presidenciais. Aparentemente as duas situações nada têm a ver uma com a outra ou nenhum elo de ligação possuem que as possa relacionar. Mas têm. Tocam-se naquilo que é o busílis da actual situação que vivemos. Nas novas formas de construir a democracia e nos desafios que enfrenta actualmente. Na verdade, se a abstenção pode significar descrença, desconfiança e até rejeição do nosso sistema democrático, o encontro de bloguistas representa a reinvenção do sistema, a assunção de novas formas de participação, portadoras de sinais de mudança.
          A abstenção nas eleições presidenciais do dia 23 de Janeiro, foi, nestas eleições mais do que noutras, o reflexo do descontentamento generalizado relativamente aos políticos, ás politicas e à forma como tem funcionado o sistema democrático. Descontentamento que não se funda na discordância pura e simples das opções políticas, no impacto das opções governativas na vida das pessoas. As razões são bem mais preocupantes. Têm a ver com a descrença no próprio sistema. Hoje, os cidadãos, mostram perceber o engano em que se transformou a Democracia actual. Perceberam que a ilusão do marketing e dos anúncios festeiros, não passou disso mesmo: de marketing e anúncios. Os agentes políticos governativos banalizaram a mentira e os “números de circo”.
          Quem ocupa os mais altos cargos da governação têm uma honra que deixou de inspirar confiança. Basta recordar que se anunciam obras como essenciais num dia e se abandonam no dia seguinte, seja porque afinal não são tecnicamente viável, seja porque não há dinheiro. Num dia apregoa-se o controlo das finanças públicas, no seguinte dá-se uma conferência de imprensa apelando ao sacrifício patriótico de acudir às derrapagens das contas do estado, através de mais impostos, mais cortes de vencimentos e de benefícios sociais. Num dia apresentam-se pomposamente inovadoras receitas para a economia nacional, no outro entram-nos pela casa dentro notícias de medidas anunciadas, em que foram gastos milhões de euros em estudos e pareceres sem que se tivesse vislumbrado qualquer resultado útil. Toda a governação se enredou em mero cerimonial de anúncios para jornalista ver, devidamente trabalhados por uma “plêiade” de assessores de imagem e imprensa - que verdadeiramente conduzem os desígnios da política - no sentido de serem “consumidos” pelos cidadãos sem discussão ou debate. O cidadão passou a espectador de um espectáculo devidamente produzido para obstar à participação do público. A falta de valores éticos generalizada, enquadrada na hipocrisia como estado de alma permanente, é o mote de quem governa.
          A abstenção, apesar de eu pessoalmente não a subscrever como atitude adequada, foi a reacção encontrada para mostrar repulsa por esta “Democracia”

          Ora os bloguistas, pelo que representam a participação livre no debate público, podem assumir o contraditório ao dictat oficial.
           Não haja dúvidas, de que a chave para a saída do enredo pueril em que se encontra o sistema, é uma participação mais activa dos cidadãos na discussão do futuro das comunidades. Os cidadãos têm que questionar em tempo real os poderes públicos, não se podem acomodar a meros consumidores de mensagem política fabricada em gabinetes, sempre em nome de estratégias de poder imediatos. Os cidadãos precisam também do palco, num sistema político em que o poder, supostamente, está na sua mão.
          A internet pelo potencial difusor que tem, em especial as redes sociais e os blogues, é uma ferramenta imprescindível “à mão” de qualquer cidadão, onde quer esteja, para que possa participar no processo decisório. Nas redes sociais ou nos blogues, cada um de nós é uma opinião verdadeiramente livre, como é também um “jornalista” e um produtor de ideias e soluções com potencial para o desenvolvimento colectivo.
          Talvez tenhamos hoje as ferramentas para ir à essência da Democracia, enquanto poder na mão do povo. Não haja dúvidas que o povo, com informação livre - não fabricada para consumo acrítico - com palco para expor o que pensa sem ditames alheios, com ligação directa aos decisores, tem estrada livre para concretizar a Democracia. A Democracia, por essência, é o sistema da transparência. Não existe Democracia com opacidade. Só com transparência se pode impossibilitar aos políticos disfarçarem a falta de competência. Os cidadãos, porque confrontando os decisores e com eles partilhando o poder, podem, com mais clarividência, ir seleccionando os melhores, aqueles que realmente se distinguem em mérito de curriculum profissional cívico e valores éticos. Tenho a certeza que os meros carreiristas do partido, aos poucos, perderão lugar.
           Quando os cidadãos se sentirem envolvidos, sentirem que verdadeiramente contam enquanto parte integrante do processo de decisão do futuro, sentirem que o poder está nas suas mãos, não tenho dúvidas que a abstenção diminui.

domingo, 30 de Janeiro de 2011

O I Encontro


A noite foi, como não poderia deixar de ser, memorável. O I Encontro de Bloguistas, que como sabem, se realizou em São Paio de Mondego, reuniu 13 bloguistas que se deliciaram com o manjar preparado pelo António Catela, brilhantemente coadjuvado pela esposa Fernanda, pela filha Carla e pelo Cordeiro e a Susana, a quem especialmente agradeço, em nome de todos os participantes, pela ternura e hospitalidade com que nos receberam, fazendo-nos sentir literalmente em casa.
A presença dos responsáveis pelos blogues da Moura Morta e de São Martinho à Conversa, enriqueceram em muito o Encontro. Cada um fez questão de trazer os produtos mais representativos das suas localidades. O buxo, a broa, a chouriça, o mel e o queijo, fizeram as delícias de todos nós e, atrevo-me a dizer, que foram as melhores entradas que eu alguma vez comi, não por serem diferentes, mas pela forma espontânea com que nos foram apresentadas, selando assim, mais do que um simples apreço, uma forte amizade e uma grande vontade de um mutuo entendimento para a realizações futuras, ou não fossemos todos nós, acérrimos defensores das terras onde vivemos, da sua história, do seu património e das suas potencialidades, sempre na esperança de que sejam bem utilizadas, em benefício das suas gentes.
Jantámos um belo arroz de cabrito, num ambiente bastante acolhedor onde não faltou a boa disposição, quase sempre a cargo do Paulo Duarte, e também a discussão à volta do fenómeno da blogosfera, das suas potencialidades como importantíssimo meio na divulgação do pulsar das gentes do concelho, normalmente influenciadas pelos sucessos ou insucessos das realidades vividas, quase sempre condicionadas pela atitude de quem governa, as quais, directa ou indirectamente acabam por se reflectir na opinião reproduzida por cada um dos colaboradores nos espaços a que têm acesso.
Este primeiro encontro foi assim marcado pela boa disposição, própria de um momento de confraternização, e estou em crer que constituiu um importante passo na afirmação da blogosfera como elemento interventor na sociedade.
Da minha parte, sinceramente agradeço toda a disponibilidade desde logo manifestada por todos os presentes, fazendo votos para que, da próxima vez, sejam em maior número, o que em certa medida só será possível, se for ultrapassada postura anónima com que alguns ainda, timidamente, se apresentam na blogosfera.




 

















domingo, 16 de Janeiro de 2011

Há coisas para as quais nunca é tarde



Muitas vezes me tenho interrogado acerca da origem dos nomes que identificam algumas das ruas da nossa vila. Apesar disso, não me sinto sequer legitimado a questionar o porquê da sua atribuição, até porque, quando alguém tem a oportunidade de ver o seu nome atribuído a uma rua, sentir-se-á orgulhoso, quanto mais não seja por ver a importância da sua obra reconhecida e imortalizada. É esse aliás o critério que eu considero essencial para que alguém possa ter o privilégio de tão importante reconhecimento.
Recentemente, foram atribuídos a três ruas da nossa terra o nome de três pessoas, que eu ainda me recordo de ter conhecido, algumas vagamente é certo, mas  cuja “passagem” por esta vida, nesta vila, justificou essa atitude por parte de quem reconheceu na sua obra, razões suficientes para serem postumamente homenageadas.
De facto, Artur Coimbra (pai), Homero Pimentel e João Gomes, foram personalidades a quem esta terra muito deve e cuja dedicação muito contribuiu para melhorar a vida das suas gentes. Por isso mesmo, foi de uma enorme generosidade e com grande espírito de reconhecimento, que os seus nomes passaram a integrar a toponímia da terra pela qual tão desinteressadamente lutaram.
Mas outros há, a quem Penacova poderá, e deverá, prestar a sua homenagem, seja dando o seu nome a uma das suas ruas, seja a algum dos seus edifícios, ou a partes deles que necessitem de serem identificadas, não pela sua localização, ou serviço que prestam, mas principalmente pela importância que encerram no desenvolvimento da localidade onde se encontram.
Lembro-me, por exemplo, de três personalidades da nossa terra, infelizmente já desaparecidas mas que, pela maneira como se destacaram e pela forma como a ela se dedicaram, não podem ser esquecidos, sob pena de estarmos a contribuir para um grave hiato no panorama cultural de Penacova, já de si bastante aquém, tanto das expectativas, como das necessidades.
Refiro-me concretamente a Castro Pita, Jorge Costa e Alípio Borges. A importância com que cada um, à sua maneira, contribuiu é de tal forma rica que, se hoje podemos dizer que há tradição em Penacova, muito a eles ela se deve.
Estruturas como o parque de campismo do Reconquinho, associações como os Bombeiros Voluntários, o rancho folclórico, o teatro e a música, às quais chamamos nossas, com as quais nos identificamos e que hoje ainda preservamos, devem-se, em grande parte, àquelas personalidades, cujo percurso na nossa terra, só trouxe riqueza, destaque e auto-estima.
Geralmente, há uma tendência para fazer coincidir essas, e outras, manifestações de agradecimento, com os momentos mais significativos das localidades, como por exemplo, os feriados municipais ou os aniversários dos seus ilustres habitantes. Foi essa aliás a posição adoptada por Maurício Marques, quando decidiu não voltar a candidatar-se à presidência do município.
Dessa forma, e como se avizinham algumas inaugurações, e outras concerteza mais tarde virão, não seria despiciendo considerar como possível de homenagear, com um nobre gesto de agradecimento, qualquer um daqueles penacovenses que, de forma altruísta, com prejuízo para a própria família e sem esperar nada mais em troca, que não fosse a satisfação daqueles a que se dirigiram, projectaram e engrandeceram esta terra que muito teria perdido se por ela não tivessem passado.
É extremamente gratificante saber que os talentos da nossa terra, aqueles que a ela tudo deram para que se destacasse, sejam recordados por aqueles que têm a obrigação de zelar pelo seu legado, quanto mais não seja para que os seus familiares e aqueles que com eles viveram todas as emoções mais de perto, sintam que todo o esforço e dedicação por eles demonstrados foram, finalmente, reconhecidos e que esse reconhecimento irá perdurar muito para além da sua curta existência.

sábado, 15 de Janeiro de 2011

I Encontro de Bloguistas


O ano novo tem destas coisas. Fazem-se projectos, afinam-se estratégias e, por fim, decide-se levar por diante aquilo que se idealizou.
Para não fugir à regra, um grupo de bloggers penacovenses decidiu organizar um encontro que assinalasse essa relação especial que todos os dias mantêm na blogosfera, de forma a fortalecê-la, melhorá-la e levá-la para além do computador.
Assim, acordou-se que, este ano, se iria realizar um primeiro encontro, a ter lugar em São Paio de Mondego, no dia 29 deste mês, à volta de uma mesa, onde, com a certeza de quem conhece o anfitrião, todos caberão para falarem do presente, com os olhos postos no futuro, sem esquecerem o passado.
Deste modo, ficam desde já convidados todos aqueles que se consideram bloguistas e que, abertamente, acompanham o que de bom e de mau se vai passando pelo dia-a-dia da realidade virtual do nosso concelho, a participarem neste evento, que não se pretende único, enviando a vossa disponibilidade para bloguistasdepenacova@gmail.com, endereço através do qual serão posteriormente contactados para receberem mais pormenores.
Ficaremos então a aguardar pela vossa participação, a qual terá de chegar até ao próximo dia 25 de Janeiro.

sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

Mini-hídrica - Ministério tenta compatibilizar diferentes utilizações do rio

Bloco de Esquerda não ficou convencido com a resposta e exige um “rigoroso” estudo ambiental para a construção da mini-hídrica


O Bloco de Esquerda (BE) questionou, o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território respondeu, mas não convenceu o partido, que queria mais esclarecimentos sobre o concurso público para a construção e exploração de uma mini-hídrica no rio Mondego, na zona de Caneiro, entre Penacova e Coimbra. A infra-estrutura colocará em causa, dizem os bloquistas, algumas espécies que sobem o rio, a actividade económica e cultural da região, bem como a escada de peixe em construção no açude em Coimbra, que ficará sem efeito.
Mais de um mês depois, o Ministério tutelado por Dulce Pássaro vem admitir que a utilização dos recursos hídricos para a produção de energia eléctrica tem implicações com outras utilizações e que o sucesso de um projecto desta natureza está «forçosamente dependente» da «capacidade de compatibilizar os diferentes usos e actividades, bem como minimizar os efeitos no meio com a adopção de medidas adequadas». E assegura que na elaboração do projecto «serão procuradas soluções que garantam a permeabilidade do rio, quer para a mobilidade associada às actividades recreativas, quer à mobilidade de espécies aquáticas».
Ainda assim, os bloquistas entendem que, da parte do ministério, «não houve um esforço sério de procura de alternativas que acautelasse, desde logo, os efeitos ambientais, sociais e culturais negativos da infra-estrutura», considerando igualmente que não há garantia de realização de uma avaliação de impacte ambiental «que equacione estas preocupações».

Função da escada de peixe mantém-se

Mas na sua resposta, o Ministério do Ambiente diz também que, a concretizar-se a mini-hídrica, ficam ainda disponíveis 15 quilómetros de rio, entre o açude de Coimbra e esta nova infra-estrutura, por isso «não poderá ser afirmado de antemão que o investimento na escada de peixe no Açude Ponte de Coimbra será anulado». Será preciso, alerta o Ministério do Ambiente, «conhecer as propostas que irão ser analisadas do ponto de vista técnico e em sede de avaliação ambiental». Mais, lê-se ainda na resposta ao BE, no mesmo troço do rio já existe um outro açude, em Louredo, «que constitui, por si, um obstáculo à passagem da ictiofauna», podendo este novo projecto ser «uma oportunidade para alterar, de forma significativa, a situação, com propostas de transição mais adequadas e com a utilização das melhores e mais actuais soluções para o efeito».
«Espanta-nos que se desvalorize, desta forma, a redução do impacto de um investimento de 3,5 milhões de euros, acima de tudo quando há locais alternativos para a instalação da mini-hídrica», comenta o BE, acrescentando considerar «insensato» construir uma escada de peixe (que está em fase de conclusão) para, a seguir, «se criar uma nova barreira a espécies protegidas e que se encontram em declínio acentuado».
Recorde-se que não só o BE se manifestou contra a construção de uma mini-hídrica no rio Mondego. Também várias entidades locais, desde entidades públicas às empresas que exploram a actividade de descidas de rio, já manifestaram a sua preocupação e prometem “bater-se” contra a construção desta infra-estrutura. Quanto ao BE, exige agora que seja realizado «um rigoroso processo de avaliação de impacte ambiental».

sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

Um próspero Ano Novo



Em meu nome, e em nome de todos os que até aqui têm colaborado com o Penacova Actual, quero desejar, a todos os nossos seguidores, amigos, simpatizantes e a todos os penacovenses, UM PRÓSPERO ANO NOVO, que vos incentive a partilhar cada vez mais as vossas alegrias, experiências, opiniões, em prol desta terra que todos amamos e queremos que seja um modelo para todas as outras.

Bem-Hajam pela magnífica contribuição que deram e têm dado a este projecto, que é de todos e para todos e que só se justifica, se vos continuar a ter como leitores, comentadores e colaboradores. 

Pedro Viseu

quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

Penacova e o Turismo Radical


Os desportos radicais são actividades que têm como objectivo proporcionar a evasão, a vertigem, fuga ao dia-a-dia, sempre em contacto com a natureza, com respeito pelo ambiente. Estes desportos envolvem um desafio físico e psicológico. Dão aos praticantes adrenalina, o que contribui para o relaxamento e faz com que os problemas do dia-a- dia sejam postos de lado.
Cada vez mais pessoas optam por este tipo de desporto, que tem vindo a crescer em popularidade. Pessoas de diversas faixas etárias, com espírito radical, têm vindo adoptar esta forma de desporto em alternativa aos mais clássicos, como o futebol. O variado leque de actividades proporcionam uma vasta escolha, que se adequam ao perfil e idade de qualquer radicalista.
E Penacova? Tem potencial para a prática destes desportos?
É claro que tem.
É preciso acreditar neste potencial e investir nele. Investir com responsabilidade, tendo como base um estudo profundo a fim de se prever a viabilidade de um projecto  e não em investimentos baseados em suposições, que acabam por morrer pouco tempo depois do seu surgimento.
Em termos de desportos radicais, Penacova tem um grande potencial, nomeadamente para a prática de PARAPENTE, BTT, SLIDE, RAPPEL, ESCALADA, CANOAGEM, PAINT BALL, TODO TERRENO,  etc.
O Parapent é um deporto de grande calma e contemplação que proporciona ao desportista um relaxamento quando passa por paisagens paradisíacas, como as que temos, formada pelo serpentear do rio Mondego. Para a prática deste desporto será necessária uma pequena pista de lançamento para dar início ao voo, penso que locais para essa pista não faltarão.
O BTT, está ao alcance de qualquer um e é talvez o mais popular dos desportos radicais. Qualquer terreno poderá ser utilizado para a utilização da bicicleta de montanha, sendo os mais indicados na nossa região a serra da Atalhada, a serra do Buçaco, os atalhos nas margens do rio,entre outros locais.
O SLIDE é uma técnica militar que consiste em unir um ponto superior a um ponto inferior, através de um cabo de aço pelo qual se desce com o auxílio de uma roldana. Trata-se de uma descida rápida, onde o praticante desliza pelo cabo com um declive, propondo enfrentar o medo das alturas e testar as suas capacidades físicas e psíquicas.
RAPPEL é um desporto ao alcance de todos, desde que cumpridas todas as regras de segurança, exigindo alguma concentração e cuidado. Consiste na descida de superfícies verticais, auxiliadas por cordas. Destina-se a quem gosta de pôr à prova a resistência física e vencer obstáculos. Para a prática desta modalidade temos os penedos da Carvoeira e o do Castro.
A CANOAGEM aproxima os praticantes com a natureza favorecendo a compreensão da sua grandiosidade e consequentemente o respeito pela mesma. A sua prática, em passeios de longa distância, traz enormes benefícios ao sistema cardio-pulmonar, requerendo dos praticantes um bom nível de aptidão física. A canoagem é um dos desportos radicais com maior actividade no concelho, fomentando descidas do rio desde Penacova até Coimbra. Mas este desporto tem encontrado alguns obstáculos devido à construção inútil de açudes em algumas zonas do rio.
Tendo em conta a passagem do rio Mondego, outras actividades são possíveis, como o RAFTING. Esta modalidade consiste na descida de rios com águas bravas. Como a passagem do rio em Penacova se apresenta serena, foi criada junto ao açude da Carvoeira uma forma de ultrapassar essa pacatez. Assim, forçou-se a passagem da água para um dos lados do rio, fazendo com que a corrente apresente condições para a prática desta modalidade.
Para os amantes de desportos motorizados todo terreno, o concelho também apresenta condições para a sua prática. Este desporto é praticado em caminhos em que um carro normal não poderia passar, é constituído por subidas e descida a pique, passagens de pontes rudimentares, obstáculos, lama, pedras, etc. Assim, temos a serra da Atalhada, onde já existe uma pista de kartcross, onde é possível dar azo ao espírito radical.
Terminando e tendo em conta o que atrás foi descrito, não faltam condições para a prática de desportos radicais em Penacova, o potencial existe, mais aqui do em regiões vizinhas onde o turismo está mais desenvolvido. Há que repensar o verdadeiro motor de desenvolvimento do concelho,que é o turismo, neste caso associado aos desportos radicais , analisa-lo e verificar sua viabilidade e fazer dele um meio de criação de emprego, e desenvolver o o comércio local, nomeadamente a manutenção das unidades hoteleiras.

sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010

Decorações de Natal

Mostro-vos alguns dos presépios e outras manifestações de Natal que por estes dias se podem encontrar pelas ruas de Penacova.
Não sei se por terem aceite o desafio lançado pelo município ou apenas por terem o prazer de partilhar esta quadra com quem passa, certo é que a imaginação dos protagonistas, trouxe-nos este ano um Natal muito mais alegre e simpático.











quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

A JSD tem, por obrigação, repor a verdade!


Na sequência da actividade levada a cabo pela estrutura concelhia da JSD de Penacova: “OBRAS ESSENCIAIS, PARADAS! PORQUÊ?”, o Secretariado da Juventude Socialista, talvez seguindo a máxima “quem se mete com o PS leva”, veio responder com um comunicado puramente demagógico, carregado de MEIAS VERDADES e algumas MENTIRAS. A JSD tem por obrigação repor a verdade, a bem da credibilidade da sua estrutura, mas acima de tudo no compromisso com os penacovenses na defesa da verdade.
A JSD ao contrário do que foi jocosamente apontado na comunicação do secretariado da JS deste concelho, tem conhecimento do estado actual das obras. Através dos seus membros que ocupam cargos nas estruturas autárquicas, e dos restantes membros eleitos nas listas do PSD. Acompanhamos a actualidade do Município, transmitindo internamente as nossas opiniões, quando achamos oportuno e é do interesse dos penacovenses externamente.
Instar que as obras não estão paradas - Zona Industrial da Alagoa e Biblioteca Municipal - é um insulto à inteligência dos Penacovenses e uma afirmação, esta sim, que procura desinformar.
O Secretariado da JS, não conseguindo explicações para a demora na formulação e apresentação do regulamento e critérios de atribuição dos lotes para as Zonas Industriais, opta por criticar a localização da Zona Industrial dos Covais, esquecendo-se que a mesma já foi sufragada nas últimas eleições autárquicas, e que os Penacovenses escolheram este executivo para apresentar soluções, não para criticar as opções dos executivos anteriores.
O atraso verificado no arranque da zona industrial da Alagoa teve origem no arrastar do processo de aquisição dos terrenos e na demora da emissão do visto do tribunal de contas, não por qualquer calendarização eleitoralista. Essa afirmação é injuriosa para com o trabalho e a forma de estar, com que o PSD de Penacova reconhecidamente dirigiu a Câmara Municipal.
A escolha da localização e o timing de realização da obra, também foi objecto de julgamento pelos penacovenses nas últimas eleições autárquicas. Os penacovenses esperavam do actual executivo, que concluísse a obra com competência e com celeridade.

A afirmação “o anterior executivo do PSD colocou em andamento as obras da Zona Industrial da Alagoa sem projectos de infraestruturas eléctricas, sem telecomunicações, sem saneamento e sem abastecimento de água, isto é, sem ter acautelado as estruturas básicas ao normal funcionamento de uma Zona Industrial” é DEMAGÓGICA e FALSA, não houve erros de projecto, as afirmações apresentadas no comunicado da JS são manipulativas, por isso esclarecemos:
O anterior executivo camarário previu e patenteou a concurso as infraestruturas de abastecimento e saneamento da zona industrial da Alagoa. Não estava incluído nos mesmos a ligação à rede em baixa municipal, pois aguardava-se a definição por parte da concessionária do serviço de Água e Saneamento, dos investimentos a realizar naquela área geográfica. Entendia o executivo, que poderia proceder a essas ligações a custos mais baixos se os investimentos da Águas do Mondego avançassem, ou que poderia avançar com essas ligações a suas expensas, em qualquer altura, numa obra independente da construção das infra-estruturas da zona industrial.
Qualquer destas soluções não prejudicaria os timings de instalação de empresas na zona industrial, e não tocaria numa ponta do betuminoso que tão acerrimamente a juventude socialista defende.
As infraestruturas eléctricas, e de telecomunicações não estavam incluídas na empreitada, por uma escolha de carácter económico, ou se faziam com infraestruturas aéreas, mais barato e com projecto da responsabilidade dos concessionários do serviço publico EDP e PT, ou optava-se por instalação enterrada como esta câmara acabou por optar. No nosso entender, esta escolha é sintomática da diferença entre o comprometimento com a utilização dos dinheiros públicos, uns procuram racionar a utilização do mesmo, outros esbanjam a coberto do crónico desleixo nas contas públicas e defendido num falacioso progresso, que todos um dia teremos que suportar.
No que concerne ao novo edifício da Biblioteca Municipal, os referidos arranjos exteriores, com a salvaguarda de o actual executivo camarário não nos brindar com uma surpresa ou devaneio de novo riquismo, são unicamente a aplicação de betuminoso e a construção de passeio na parte exterior do edifício. Custo que quaisquer, iluminação de natal ou mudança de logomarca suportava.
A JS também se esqueceu-se de dizer que o centro escolar está a funcionar nas mesmas condições, não tendo o executivo municipal, visto entraves nenhuns à abertura do mesmo, pensando que as crianças dos 5 aos 11 anos que frequentam a escola podem andar na brita/lama, mas que a biblioteca não pode abrir porque os utentes da mesma não podem estar sujeitos a semelhante transtorno.
O que não sabem ou se esqueceram de referir, é que os arranjos exteriores do centro escolar e da biblioteca não foram incluídos nas empreitadas em causa, por opção do anterior executivo municipal, que previa executar os mesmos conjuntamente com os arranjos exteriores respeitantes ao Palácio da Justiça, como não houve qualquer referência ao mesmo, partimos do princípio que já tenha sido convenientemente esquecido, não fosse o governo socialista! Quanto à candidatura estar mal ou bem realizada, deixamos unicamente a reflexão, infelizmente, no nosso país, algumas decisões estão demasiado politizadas.
A afirmação “no último ano de mandato do PPD/PSD foram contratualizados mais investimentos do que nos últimos dez anos” é sintomática dos tempos que correm, os jovens tendem a copiar o que vêem nos seus modelos, e nos últimos anos o mote do Partido Socialista e do primeiro-ministro tem sido, “uma mentira dita muitas vezes passa a ser verdade”, lamentamos ter que o afirmar, mas estamos perante uma MENTIRA, recomendamos aos elementos do secretariado da JS que vão consultar a execução dos últimos orçamentos.
É referido um pico de investimento, que de facto existe, não por a autarquia ter estado em gestão corrente anteriormente, mas porque o PSD enquanto esteve à frente da Câmara Municipal, sempre teve a capacidade aproveitar da melhor forma os fundos de coesão, assegurando sempre a sua capacidade de suportar a comparticipação municipal necessária, não subindo a despesa corrente e não gastando do erário publico em despesas supérfluas sem qualquer retorno para os munícipes.
A JS ao vir a público defender a imagem do seu executivo camarário da forma deselegante que veio, mais uma vez demonstrou quais são as suas bases e a sua fundação política. Deixamos esta nota e não teceremos mais comentários à sua forma de actuar, deixamos para os seus militantes e para os jovens de Penacova em geral esse julgamento. A juventude social-democrata de Penacova reforça o compromisso de manifestar-se sempre que julgue oportuno, na defesa do nosso concelho e dos jovens penacovenses.

Por Juventude Social Democrata de Penacova